Notícias do mercado imobiliário

2020 será um bom ano para comprar imóveis?

Especialistas analisam as condições atuais de financiamento. E como o preço deve se manter ao longo do ano.

São Paulo – Juros na mínima histórica, preços estáveis e uma maior confiança na economia fazem com que 2020 seja um ano favorável para a compra de imóveis. É o que acreditam especialistas ouvidos por EXAME.

Para quem vai financiar a compra da casa própria, as condições oferecidas pelos bancos nunca estiveram melhores. Em dezembro, a Caixa anunciou que suas taxas de crédito imobiliário partem agora de 6,75% ao ano. Os concorrentes não ficam atrás: Bradesco, Itaú, Santander e BB trabalham com taxas médias que giram em torno de 7,% a 8% ao ano.

O principal incentivo para essa mudança, além da retomada da confiança na economia, é a forte queda dos juros observada no país recentemente. A Selic caiu de 6,5% ao ano para 4,5% entre julho e dezembro de 2019. Foram quatro cortes consecutivos que reduziram a taxa em 2 pontos porcentuais.

Nesta quarta-feira (5), esse ciclo de cortes pode chegar ao fim. De acordo com o boletim Focus, é esperado que o Copom opte por mais um corte de 0,25 ponto porcentual e mantenha a taxa de 4,25% até o final do ano. A previsão para o ano que vem é de Parte inferior do formulário que a Selic volte a subir, para 6%.

Basílio Jafet, diretor do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), aponta que a Reforma da Previdência foi um passo importante para o aumento da confiança do setor de construção para investir. Na cidade de São Paulo, os lançamentos aumentaram 56% em 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Como resultado, o PIB da construção ficou positivo no ano passado, algo que não acontecia há cinco anos. “Agora esperamos que a Reforma Administrativa, a simplificação de tributos e o programa de privatizações avancem. Dessa forma, o governo conseguirá administrar melhor a dívida pública”.

Espaço para negociações

Com preços ainda andando de lado, há espaço para barganhas na compra, segundo Oliva. “O desconto médio que pode ser pedido, ainda mais para quem oferece uma condição de pagamento vantajosa, é de 10% do valor da unidade”.

Jafet, do Secovi, aponta que os estoques de unidades deve aumentar após o forte crescimento de lançamentos no ano passado, mas parte dessa alta será compensada pelo aumento do ritmo de vendas. “Há uma demanda reprimida de pessoas que adiaram a compra nos últimos anos esperando uma melhora da economia do país”.

18/02/2020